Tecnologia no ensino infantil público: conheça três histórias inspiradoras

Tornar o ensino mais divertido é uma das estratégias dos professores para ganhar a atenção e o engajamento das crianças nos trabalhos escolares. Dessa forma, muitos tutores optam pela utilização de recursos tecnológicos que estimulem a interatividade, possibilitem a construção da imagem, e envolvam os estudantes em atividades lúdicas. Essa é uma prática que está sendo aplicada, não só em escolas particulares, como também no ensino infantil público.

A seguir, compartilhamos com você três histórias inspiradoras de escolas brasileiras que utilizam tecnologia na sala de aula.
 

Em Blumenau (SC), mesa digital integra 33 crianças com deficiência

Em Blumenau, aproximadamente 700 estudantes da Escola Municipal Adelaide Starke estão tendo a oportunidade de experimentar a mesa digital com jogos educativos, da PlayTable. Esse case é resultado de um projeto piloto de educação inclusiva, e incentivou o aprendizado e integração de 33 crianças com deficiência. A tecnologia se torna então uma importante aliada para a acessibilidade do ensino infantil público. Você pode conferir a íntegra dessa história neste link.
 

Crianças de 4 a 6 anos têm contato com robótica em creche de São Carlos (SP)

A universidade também pode ser uma importante parceira para a chegada de projetos inovadores na educação infantil. No caso de uma creche da cidade de São Carlos, foi o projeto piloto criado pela professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, que permitiu o primeiro contato de crianças entre quatro a seis anos com os princípios básicos da robótica e da programação. Nas oficinas, os estudantes trabalharam em equipe e ficaram engajados em aprender mais sobre como se dá a montagem e o controle dos robôs. Mais detalhes aqui.
 

Computadores na pré-escola de Piraí (RJ)

Em muitas instituições, a tecnologia foi incorporada de forma natural ao processo de ensino e aprendizagem. Esse é o caso do Jardim de Infância Municipal Doutor Luiz Silveira, em Piraí (RJ), em que as crianças de 3 a 5 anos são estimuladas a usar o computador, inclusive para aprender a escrever o próprio nome. Nessa relação, existe a preocupação e interferência do docente para proporcionar um ambiente favorável para a aquisição de novos conhecimentos. Enquanto a pintura Abaporu, de Tarsila do Amaral, é projetada no computador da professora, os pequenos são instigados a falar sobre cores e formas. Depois das explicações sobre as pinturas, inspiradas pela arte de pintora, eles se arriscam a tirar autorretratos com a máquina fotográfica embutida em cada computador. O case completo pode ser acessado nesta reportagem.
 

Rede pública ainda é carente de tecnologia

Apesar do grande potencial do uso da tecnologia no ensino infantil público, muitas escolas ainda enfrentam barreiras como o número insuficiente de computadores e a baixa velocidade de internet. De acordo com dados do Censo Escolar 2012, realizado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), 42,4% das escolas públicas urbanas e 78% das rurais não possuem laboratórios de informática. Além disso, a velocidade média de conexão à internet é de 1 a 2 megabits por segundo. Para a inclusão de toda a população às oportunidades tecnológicas, deve-se portanto buscar mais recursos e capacitar os professores para tirarem proveito dos aparelhos disponíveis.

E você, conhece mais histórias interessantes do uso da tecnologia no ensino infantil público?
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Cristiano Sieves

Especialista em Ludopedagogia

Especialista em Ludopedagogia para Educação Infantil e anos iniciais e autor de livros infantis, tem mais de 10 anos de experiência desenvolvendo jogos e games na área de Educação. Atualmente é Gerente de Marketing e Produtos na Playmove.