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02 jun

“Sessão cinema” em escolas exige moderação e planejamento

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Filmes, documentários ou desenhos animados são ferramentas didáticas poderosas, mas não podem ser encarados pelos professores como uma distração ou tapa-buraco de uma aula. Vídeos devem sempre ser encarados como uma atividade pedagógica  de sala de aula e, para isso, a “sessão cinema” em escolas deve estar inserida dentro do planejamento pedagógico.

Nesse processo, o professor precisa definir o conceito a ser discutido pelos estudantes,  o objetivo, a metodologia e os critérios de avaliação daquela aula. Ao iniciar o trabalho, ele deve explicar esse planejamento aos alunos, de forma que seja compreensível para a idade deles, dar uma sinopse do vídeo e indicar qual será o roteiro de discussão.

Os conteúdos de aulas de história, por exemplo, podem ser melhor explorados com o apoio de filmes e documentários. A dinâmica fica ainda mais interessante se forem explorados diferentes pontos de vista: por exemplo, para ilustrar a Guerra Fria, o professor pode exibir o longa “A Vida dos Outros”, sobre o ponto de vista do governo da Berlim Oriental, e “O Espião Que Sabia Demais” sobre o ponto de vista dos aliados, mais especificamente de um espião britânico.

Como escolher o filme da sessão cinema

É importante ter critérios didáticos e pedagógicos para definir qual filme será exibido em sala de aula. Uma reportagem da Revista Nova Escola enumera algumas questões a serem respondidas:

  • Qual o objetivo didático da atividade?
  • Como esse filme pode ajudá-lo a atingi-lo?
  • Ele é adequado à faixa etária e às características da turma?
  • As informações ali contidas estão de acordo com o nível de conhecimento dos alunos?
  • A temática do filme é adequada ao ambiente escolar? Tem cenas de sexo, violência, terror ou trata de valores culturais, religiosos e morais com as quais as famílias podem discordar?
  • A quantidade de informações sobre o tema é suficiente ou é necessário fazer uma complementação?
  • A abordagem do tema é atual? Existem outros enfoques ou tendências que vão ser explorados de outras formas?

Na matéria da revista, especialistas em educação pontuam que não é preciso ter preconceitos com filmes de Hollywood ou desenhos já massificados se o conteúdo for útil para a explicação de algum conceito em sala de aula, mas recomenda que esses momentos sejam usados para expandir as referências artísticas dos estudantes.

No início do desenvolvimento da criança, é necessário pontuar que o filme não é um retrato fiel da história, mas é uma versão dos fatos – principalmente se o objetivo for ilustrar algum episódio da história do Brasil ou do mundo. Ou seja, o professor deve saber explicar como uma ficção ou um documentário podem ajudar a criança a formar seu próprio conhecimento, sem equívocos.

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