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28 mar

Inclusão no ambiente escolar: os benefícios para o desenvolvimento de crianças com deficiência

Gestão do ensino infantil

De acordo com o último Censo brasileiro, um quarto da população do país possui algum tipo de deficiência. O número representa cerca de 45 milhões de pessoas, que assim como as demais, precisam estar incluídas no ambiente social.

Em sala de aula não é diferente. A lei Nº 13.146, que se refere ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, prevê a inclusão e o tratamento da pessoa com deficiência com igualdade. O capítulo IV, que trata do direito à educação, reforça que é dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.

O artigo artigo 27 reforça que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”.

A inclusão no ambiente escolar ainda é um desafio para muitas entidades, já que envolve desde questões estruturais até a formação profissional da equipe. É importante, no entanto, avaliar que esses investimentos trazem outros benefícios para a instituição. A principal delas é a imagem da entidade.

Uma escola que pratica a inclusão não só está cumprindo a lei, mas mostrando que se preocupa com a formação de seus alunos, dando a eles a oportunidade de conscientização sobre o respeito às diferenças.

E as crianças, o que ganham quando a escola pratica a inclusão?

Segundo o Censo Escolar (MEC/Inep), entre 2005 e 2015, o número de alunos com deficiência em escolas comuns subiu 6,5 vezes, passando de 114.834 para 750.983 estudantes. Saiba o que eles e os demais alunos ganham quando esse número deixa de ser um dado e ganha atenção das instituições para a prática da inclusão:

  • É importante salientar que o acolhimento de alunos com deficiência precisa de um preparo por parte da equipe. Professores, coordenadores pedagógicos e direção muitas vezes precisam desenvolver atividades específicas, de acordo com a limitação motora ou psíquica da criança ou adolescente que irão receber. No Atendimento Educacional Especializado, é importante oferecer aulas de reforço para que a inclusão aconteça de fato e que os alunos com alguma limitação possam acompanhar os colegas. O apoio de professores auxiliares também é importante para garantir o bom andamento das atividades em sala de aula.

  • Acima de tudo, o maior ganho que uma criança com deficiência tem ao poder ingressar no ensino regular é a interação com os demais alunos. Ele ganha uma nova versão de mundo, consegue interagir com diversas pessoas, passa a conhecer novas realidades. O convívio com pessoas com pensamentos diferentes, limitações e referências é fundamental na formação de qualquer cidadão e não é diferente com crianças com deficiências. Sentir-se integrado e parte de uma comunidade com certeza muda a visão de mundo quando há inclusão.
  • Quando contam com atividades e ferramentas desenvolvidas na linguagem das crianças, o processo de aprendizagem é mais efetivo. A tecnologia, com aplicações desenvolvidas especialmente para esse tipo de situação, é uma grande aliada. A escola pública Adelaide Starke, de Blumenau (SC), adotou a PlayTable em projetos educacionais voltados aos alunos com deficiência. Os games interativos são desenvolvidos dentro do conceito da ludopedagogia, que além de criar momentos de diversão para as crianças, trabalham aspectos cognitivos e motores, auxiliando os professores no trabalho do AEE (Atendimento Educacional Especializado).

  • E não são somente os alunos com deficiência que ganham quando a escola pratica a inclusão. Os demais estudantes também irão levar para a vida lições fundamentais aprendidas no convívio com os colegas. Tolerância, respeito, empatia e solidariedade são algumas das características que irão aparecer diariamente. As formas de comunicação também tendem a se expandir, já que os colegas começam a identificar melhor meios de interagir com colegas deficientes. Seja aprendendo libras, respeitando o tempo de uma criança autista, brincando de formas diferentes. Desde cedo, os alunos perceberão que diferenças existem e é possível conviver com elas, sem preconceito e com acolhimento. Ao desenvolverem ações com base na ludopedagogia, percebem que as brincadeiras e atividades reduzem as diferenças entre eles, criando aproximação e maior interação.

 

 

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