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23 jun

Como estruturar práticas ludopedagógicas que promovam a inclusão na sala de aula

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Em nível mundial, as taxas de conclusão do curso primário de crianças com deficiência são até 10% menores em relação aos jovens sem necessidades educativas especiais. Os dados são da Organização Mundial de Saúde e apontam para a urgência de se investir em métodos educativos que promovam a inclusão em sala de aula, principalmente durante a primeira infância, já que cerca de 80% da capacidade cerebral se desenvolve antes dos três anos de idade.

O primeiro passo é entender o que é educação inclusiva. Essa expressão se refere a um paradigma educacional que “conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis”, e que se propõe a contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão social dos deficientes dentro e fora da escola, conforme definido no documento “Marcos Político-Legais da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva”.

Em termos institucionais, o Estado brasileiro assinou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU em 2006, que assegura um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino. O objetivo é criar ambientes que permitam plena participação e inclusão. Isso se viabiliza com medidas que garantam que pessoas com deficiência tenham acesso ao ensino fundamental inclusivo, de qualidade e gratuito, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.

Por isso que, quando se pensa em educação infantil, é preciso lembrar também das práticas ludopedagógicas no contexto da educação inclusiva. E, para estruturá-las, é necessário planejar ações a partir dos seguintes eixos:

Necessidades de adaptação

Diretores e coordenadores devem mapear as necessidades de adaptação dos estudantes da comunidade conforme as suas deficiências e seu nível de desenvolvimento, já que a criança deficiente tem níveis diferentes de aprendizado de acordo com o ambiente familiar e os estímulos recebidos até o momento.

Esse levantamento pode identificar que haja uma maior quantidade de deficientes físicos ou visuais, e permitir que a escola ofereça uma estrutura mais adequadas.

Estrutura da escola

É importante conhecer:

A estrutura da escola de modo a identificar as condições de acessibilidade física, como rampas, banheiros adequados, sinalizações, etc.;
E os instrumentos que auxiliarão na mobilidade do estudante, como cadeiras de rodas e corrimões.

A partir desse mapeamento e das necessidades, fazer um plano de ação para ampliar os recursos de acessibilidade aos mais diversos tipos de deficiência.

Ludopedagogia inclusiva

Se a criança pode chegar até a sala de aula e se acomodar devidamente, é possível pensar em ações ludopedagógicas que favoreçam a inclusão em sala de aula.

Também é importante investir em recursos pedagógicos que promovam a acessibilidade desses alunos com deficiências psíquicas e motoras, como lápis e canetas ajustados às condições físicas do aluno, alfabeto móvel, pranchas com letras e palavras, computadores, mesas interativas, teclados e mouses acessíveis, acionadores, órtese de mão funcional para escrita e digitação e ponteiras de boca ou cabeça.

A preocupação com os métodos de ensino para promover educação inclusiva é uma forma de reverter uma realidade em que o direito à educação é negado a muitas crianças com deficiência. O foco está em educar adultos que possam ter cidadania, inserir-se no mercado de trabalho e ocupar espaços que sejam valorizados pela sociedade.

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