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13 dez

A importância da inovação no ensino

Boas práticas ludopedagógicas

Inovar é o ato ou efeito de criar caminhos ou estratégias diferentes aos habituais, para atingir determinado objetivo. É inventar: ideias, processos, ferramentas ou serviços que buscam melhorar nossas vidas e criam outras maneiras de comunicação, aprendizado e pensamento.

Muitas escolas acreditam que levar computadores e outros dispositivos eletrônicos para a sala de aula já é inovação. Entretanto, a educação precisa ampliar o entendimento dos estudantes sobre o mundo, permitir que eles conversem com a tecnologia, acompanhem os avanços da ciência e tenham sempre trabalhadas suas consciências individual e humanizada.

Os alunos precisam aprender a ser mais proativos e persistentes, além de cada vez mais aptos a se abrir para o novo e arriscar. Afinal, as carreiras mais promissoras serão aquelas criadas pelas pessoas e para as pessoas.

Uma educação inovadora deve desenvolver o pensamento crítico e promover o diálogo entre as necessidades da sociedade que nos cerca e as possibilidades tecnológicas para resolver os problemas.

E para atingir este objetivo é preciso muito mais do que simplesmente incluir computadores e eletrônicos no dia a dia da escola. É preciso analisar e avaliar os métodos pedagógicos, recursos, ferramentas e processos.

Os métodos pedagógicos

Nos últimos anos, três métodos têm se destacado como alternativa à tradicional combinação “quadro + aulas expositivas”. Eles permitem o relacionamento interpessoal, trabalham os limites da autoridade e colocam o lúdico como ferramenta de aprendizado e não mais como sinônimo de perda de tempo, indisciplina ou bagunça. São eles:

Pestalozzi

Este método acredita que, no lugar de dar as respostas prontas para os alunos, é preciso encorajá-los a descobri-las sozinhos. Assim, os estudantes aprendem a observar, imaginar, julgar e raciocinar de forma autônoma.

Montessori

Criado por Maria Montessori, o método montessoriano entende que é a curiosidade natural da criança que a leva a aprender, por isso o ambiente deve ser instigante. Neste método, os espaços são preparados para que as crianças tenham fácil acesso a livros, brinquedos e outras ferramentas pedagógicas, além de incentivadas a preservá-los e a manter a ordem, exercitando a autonomia.

Harkness

O método Harkness transforma a sala de aula em um espaço de conferência, voltado para a interação. Os estudantes sentam-se em volta de uma mesa circular, despertando o gosto por compartilhar e estimulando o pensamento crítico e o senso de coletividade.

Ferramentas para o dia a dia

Como apoio ao método pedagógico, é preciso também avaliar situações do dia a dia da escola e buscar formas que permitam aos alunos a realização de experimentos, o desenvolvimento da curiosidade e as descobertas.

Neste sentido, algumas ferramentas e processos tem se destacado:

Flexibilidade de grade e horários

Horários flexíveis permitem que o ensino seja mais dinâmico e respeitam os relógios biológicos dos alunos. A escola oferece ao estudante o direito de escolher em que período quer iniciar seus estudos, conforme seu rendimento. Afinal, é comum os alunos apresentarem dificuldades em determinados períodos e matérias. Outro caminho, já adotado por algumas escolas americanas, é dedicar um dia para uma determinada disciplina. Neste dia, os professores ajudam os estudantes em seus estudos e identificam dificuldades, desenvolvem o foco e ensinam os conteúdos por meio de uma abordagem mais personalizada. Assim, otimizam a curva de aprendizado e aumentam o grau de familiaridade dos alunos com determinado conteúdo.

Vídeos

O uso de vídeos nas aulas deixa os estudantes mais concentrados e motivados, aumentando o nível de engajamento. Os alunos são transportados para o universo do assunto discutido, o que estimula insights e a conexão com conhecimentos prévios e contribui para a discussão em grupo.

Projetos

Diferente dos métodos educacionais tradicionais, em que o aprendizado acontece com lições individuais e múltiplos projetos, várias escolas têm apostado em um único projeto, permitindo que o aluno reúna conhecimentos dentro do mesmo tema em diversas disciplinas. Dessa forma, é possível ter outra dimensão do assunto/problema e construir pontes entre as diferentes matérias, destacando as relações entre elas. O aluno é provocado a desenvolver uma perspectiva mais ampla sobre o que aprende e a pensar de forma mais crítica.

Trabalho em grupo

Fazer os alunos trabalharem juntos e propor um problema em que todos possam resolver em conjunto é, e sempre será, uma ação inovadora em educação. O conhecimento individual contribui para a resolução colaborativa e todos se desenvolvem melhor.

O professor facilitador

O professor deve ajudar a trazer novos conhecimentos e permitir que os estudantes construam o saber em conjunto. Sempre preocupado em criar e explorar técnicas e recursos para ensinar de diferentes maneiras, o professor deve ser uma ponte que leva o aluno para o conhecimento e desenvolvimento.

E a tecnologia?

Vimos até aqui que inovação é muito mais do levar computadores e outros dispositivos eletrônicos para a sala de aula. A tecnologia deve, portanto, ser instrumento para o método, ferramentas e processos adotados pela escola. Além disso, deve proporcionar o acesso a conteúdos, jogos, simulações, aplicativos e vídeos que favoreçam o desenvolvimento e verificação de aprendizagem, aproximar os estudantes e proporcionar a socialização.

Cabe à tecnologia ser um meio para integrar as pessoas, melhorar a infraestrutura das escolas e formar os professores. Só assim, a cultura digital será realmente adotada e bem empregada!

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